domingo, 6 de maio de 2012



Eu não parei de escrever.
Só não consigo parar de escrever sobre coisas tão pessoais.

terça-feira, 13 de março de 2012

Um Jeito Fenício de Ser

A Fenícia era expremida pelo mar e pelas montanhas.
Mas isso não impediu o seu desenvolvimento.
Que por causa disso, assumiu uma forma vertical.
A região litorânea se tornou pequena para um povo fértil em idéias.
A necessidade de explorar e se expandir fez com que eles usassem os cedros das montanhas e construissem barcos, lá do outro lado.
Isso me deu o que pensar, quando usando de metáforas, faço a Fenícia representar o centro das minhas motivações.
Curioso, não?

domingo, 16 de outubro de 2011

Uma exceção pro rock


Os roqueiros que me perdoem, mas não gosto muito de rock.
Mas, preciso abrir uma exceção para Brind By Boring Brind.
Letra legal. Vibe massa. Video maneiro. E cantora da hora meu!!!
Me deu vontade até de faxinar a casa.

´´Para pa para pa para!!!``

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Carta de Ana Paula Tavares para Ondjaki

´´A tua carta arde-me lentamente na mãos e a queimadura é doce, como
quando lembramos um tempo antigo sem raiva e um sorriso doce
inicia o riso da nossa alma.

Todos nós somos de um lugar, como de uma infância, mas para se ser de um lugar
e de uma infância, é preciso escrevê-la...

As crianças no seu infinito´´faz de conta``, recusam o sonho partido ao meio
a meia água os lugares sombrios da vida.São mais água e não precisam perpetuar
o tempo em mausoléus, ou piramedes...Crescem pelos cantos e choram a mudança.
Gostam do sonho mesmo que este lhe rebente as mãos.

Por isso,meu caro...fizeste bem em convocar as vozes do antigamente que era
ainda ontem.Há adultos que se esquecem de crescer e andam sempre a misturar sonhos
com sal grosso para ver se explodem.As vozes são o que nos resta para ajudar a suportar
as cicatrizes que suportamos por dentro.Matéria inflável,´´Já se vê``.``_Ana Paula Tavares - (AvóDezanove e o segredo do soviético/Pág. 185,186)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Leandro Léo - O João de Castelo Rá-Tim-Bum



Ouvindo algumas músicas do Leandro Léo fiquei tão encantada com o timbre de voz,melodia e com a letra da canção (João de Barro) que não percebí que o meu apreço pelo seu trabalho não vem de hoje.
Pois, pesquisando sobre sua vida a impressão de que eu já o conhecia, se revelou como sendo verdade, quando lí que um de seus trabalhos foi na série Castelo-Rá-Tim-Bum,como o João.

Como eu podería me esquecer?

sábado, 30 de julho de 2011

Quando O Cão Mía





Mesmo com a janela do meu quarto virada para a rua, o fato de minha casa ser localizada ao lado de uma pequena mata, me faz gozar do privilégio de ter o canto dos pássaros como despertador. Tento distinguir pelo canto, quem são os meus cantores despretensiosos, que o fazem com tanto esmero.
Um dia irei recepcioná-los e cantar juntamente. Pois antes mesmo de me levantar da cama, já me servem um chá calmante.

Só que naquela manhã de 29 de Julho, quando as luzes ainda fracas se atreviam a passar por entre as brechas de minha janela, antes mesmos dos próprios passarinhos aquecerem as suas asas, fui acordada por um som peculiar. Parecía a de um gato ainda bebê, oscilava entre um miado e um gemido, como se gritasse por socorro.
Movida por um senso condoído de compaixão, me desprendi dos braços e laços de minha cama, e me pus a levantar para prestar um possível socorro.

Quando de repente vejo o cãozinho recém nascido da minha cadela. O curioso é que ele não latia, nem rosnava, mas miava, que nem gato. Podería ser que estivesse aprendendo a emitir sons, se eu já não o tivesse ouvido latir. E com muito vigor.
Tomei pelas mãos aquela coisinha mais fofa e indefesa, quando através do contato com as suas patas extremamente frias, me fez ver o motivo por tanto pranto. Compadecíamos de um sofrimento em comum.
Justamente, ele: O frio.

Normalmente não faço isso, mas o levei para cama comigo. Deitei ele sobre o meu braço esquerdo o envolvendo com o direito. A sua respiração ofegante foi se acalmando, ao mesmo tempo que suas patas se aqueciam. Foi quando os passarinhos se puseram a cantar. O que era um canto de despertar, se tornou um de ninar. E ele adormeceu.

Pode parecer uma cena corriqueira do dia a dia.Mas não para quem está atendo aos detalhes da vida.São esses detalhes que nos fazem viver com intensidade.
A lição que fica é: Não importa a situação em que nos encontramos. É preciso sempre ter fé. Mais cedo ou mais tarde, ela trás a benção como recompensa por nossa perseverança. E para isso, precisamos fazer a nossa parte. Emitir sons, por assim dizer.

Mesmo com suas três semanas de vida, não resta dúvidas que foi e será o mais próximo do paraíso que aquele cãozinho sentirá.
Exatamente naquele dia em que ele, um cão, miou.